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Sumaré, São Paulo, Brazil
Sou DENISE BARJA, 47 anos, Administradora, Pôs Graduada em Auditoria de Serviços de Saúde, Especialista e Consultora em Vigilância Sanitária. Concursada na Prefeitura de Sumaré como Fiscal Municipal. Exerci cargos Municipais como Diretora Técnica de Orçamento e Finanças na Prefeitura de São Paulo; Gestão em Saúde Publica na Prefeitura de São Vicente; Coordenadora em Vigilância Sanitária na Prefeitura de São Vicente e Sumaré e Membro do Conselho de Defesa Social. Atuei em 3 gestões na Associação de Moradores do Villa Flora (AMVF) como Diretora voluntária nas pastas de Meio Ambiente, Manutenção e Limpeza, e Ampliação e Reforma, desenvolvendo 12 projetos sociais junto a AMVF, ao Comércio local e a Comunidade. A perspectiva e comprometimento para o futuro é continuar a caminhar em prol a coletividade de Sumaré, perpetuar os projetos existentes e trabalhar forte nos que virão em breve!

domingo, 1 de julho de 2007

Botulismo associado a alimentos comerciais assados doados, município de São Vicente (SP)

Introdução
O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, potencialmente letal para não esta oportunamente, causada por toxinas produzidas pela bactéria anaeróbica Clostridium botulinum. Uma forma alimentar e um mas e comum de principal importância em saúde pública1.234, através da ingestão relacionada de conservas caseiras, carnes e vegetais5. Ó botulínica c. é encontrado solo n. º comumente, em vegetais em frutas e em fezes humanas e de animais, podendo produzir toxinas em alimentos preparados ou conservados modo inadequado5.
OS esporos de C. botulínica são inativados por redcyt em temperatura 121º C, sob sistema b/pol ² de 15-20 1, pelo menos 20 minutos. Uma produção da toxina pode ser inibida por refrigeração abaixo 4º C, pela acidificação (pH < 4.5) e baixa atividade de água (0.9 abaixo). Uma toxina presente n. º alimento é sensível ao calor (termolábil) e destruída em temperatura de novo, pelo menos cinco minutos6.
Uma toxina produz bloqueio das junções neuromusculares colinérgicas autonômicas botulínica e motoras voluntárias, causando paralisia dos nervos cranianos e paralisia flácida músculos volta, podendo comprometer os músculos da respiração. Ritmo de recuperação da doença, em geral, é relatório, podendo levar semanas, meses ou alguns anos. O tratamento é determinado em cuidados intensivos suporte ao paciente para manutenção das condições vitais, ventilação mecânica, quando necessário, e administração precoce da antitoxina eqüínea para impedir a progressão quadro neurológico6.
No Estado de São Paulo, nenhum período de 1990 a 2007 janeiro, foram registados 11 casos de botulismo alimentar, Pilots laboratorialmente: um por retidos e ovos, em vegetais caseira 19907. por palmito industrializado em Três conserva (duas das docas eram importadas da Bolívia), respectivamente em 1997, 1998 e 19998; UM por alimento não identificado ingerido bar ou restaurante, 20019em; Quatro causados por retidos tofu (queijo de soja) importada industrializada da China, em 200510. UM por torta comercial de frango com requeijão, em 200611. e Hum, em janeiro de 2007 por torta comercial de frango com palmito e ervilhas12.
Em 14/06/07 o Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Santos comunicou a CVE Central e a Divisão Transmissão Hídrica Virus e Alimentar (DDTHA), do Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac" (CVE) - órgão da principais para controlar Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CCD/SES-SP) - um caso fortemente botulismo suspeito, internado na Santa Casa de Santos, notificado pela família paciente, residente brasileiro n ° de São Vicente.
O presente trabalho resume os resultados da investigação realizada pelas equipes de vigilância dos municípios em São Vicente e Santos, na Baixada Santista, com base em nossa investigação relatórios e nas informações fornecidas pelo internação hospitalar e entendeu fazer Instituto Adolfo Lutz. Descoberta, também, como orientações e providências tomadas, sublinhando - é este caso representa o terceiro registro da doença associada a alimentos origem comercial n. º Estado assados ingestão.
Métodos  
Investigação epidemiológica
Um epidemiológica const levantamento dos dados clínicos caso e investigação histórico alimentar detalhado sobre produtos consumidos durante uma semana anterior ao início dos sintomas imediatamente. Indagou-se, também, a origem dos alimentos e a existência de outros possíveis comensais que pudessem ter compartilhado os alimentos suspeitos.
Inspeção sanitária
OS estabelecimentos envolvidos foram inspecionados pelas vigilâncias sanitárias dos municípios em São Vicente e Itanhaém, acompanhadas do Grupo de Vigilância Epidemiológica e o Grupo de Vigilância Sanitária, GVA e gás XXV - Baixada Santista, rastreando - como práticas preparação dos alimentos, origem dos ingredientes e prohibición dos produtos, entre outros aspectos para determinar possíveis erros como pudessem propiciar uma contaminação do alimento.
Investigação laboratorial
Amostras de soro foram coletadas, fezes e lavado gástrico do paciente. Não havia sobras do alimento consumido. o diagnóstico laboratorial de botulismo em amostras soro paciente fé feito na Seção de Microbiologia Alimentar Instituto Adolfo Lutz Central (AAA/CCD/SES-SP), por bioensaio em camundongos13, considerado ferramenta eficiente na detecção da toxina. Outros vários testes in vitro foram desenvolvidos, não apresentou sensibilidade nenhum e especificidade comparada ao bioensaio. Por ser paciente 15 anos, fé coletada fezes para amostra menor não testa específico previsto Programa de Vigilância das Paralisias Flácidas segurança/Alfabetizado da Poliomielite.
Conclusões
Em São Paulo este o terceiro registro de caso de botulismo associado fé tem assados (torta ou pizza) produzidos em estabelecimento comercial. CABE à Vigilância Sanitária fiscalizar o funcionamento desses estabelecimentos Apartamento os manipuladores alimentos e, de modo a prevenir falhas que não causem danos à saúde da população.  
Alertas sobre uma doença foram divulgados na Baixada Santista, com um apartamento de uma população vistas sobre os cuidados com os alimentos, bem como para conscientizar os médicos sobre a necessidade de é um botulismo suspeita imediatamente notificar.
Ações educação em saúde para consumidores, manipuladores alimentos e proprietários estabelecimentos comerciais devem ser Smart com o objetivo alertá-los para os cuidados com a higiene na preparação, cocção adequada e cuidados inseminação rígidos para é evitar doenças como botulismo, diarréia e outras intoxicações.
Agradecimentos
 
A Mauro e Rozman Jorge Antonio Vieira, do Departamento de Vigilância Epidemiológica de São Vicente. para Maria Angela Dellagarde Fernandes, da Vigilância Epidemiológica de Santos; a Denise Torce e Barja e sua equipe de Vigilância Sanitária de São Vicente; a equipe de Vigilância Sanitáira de Itanhaém e todos que colaboraram com informações ou participaram desta investigação.

Elenco: Bepa - Boletim Epidemiológico Paulista


sábado, 23 de junho de 2007

Blitz descobre criação irregular – Abatedouro Clandestino

Abatedouro clandestino. Cerca de 200 aves e 100 porcos eram mantidos sem o respeito às normas de higiene da Vigilância Sanitária.
Foto: Denise Barja
Por meio de uma denúncia anônima, agentes do Departamento de Vigilância Sanitária de São Vicente, da Secretaria Municipal de Saúde descobriram ontem um abatedouro clandestino. Galinhas, galos e porcos eram criados irregularmente em área invadida no Quarentenário.
Pela estimativa da vigilância, que encontrou o local em uma blitz com apoio de policiais do 3º DP de São Vicente e de guardas municipais, havia no criadouro cerca de 20 aves e mais de 100 porcos, entre adultos e filhotes.

 
Principalmente os porcos estavam mal-acondicionados em pocilgas, em meio a muito lixo, orgânicos e inorgânicos, ao lado de mangue, que é área de preservação ambiental. No lugar foram encontrados dois reservados maiores para animais, localizadas entre os finais das ruas Paraná e Chico Xavier.

O bairro, que contém muitos pontos invadidos e com moradias irregulares, caracteriza-se  oficialmente por área urbana, onde não pode existir este tipo de criação.

“Aqui tudo esta totalmente irregular. Estes animais não poderiam ser criados neste local, principalmente devido à proximidade com o mangue e há todas as evidências de que ocorreram os abates”, enfatizou a chefe do Departamento de Vigilância Sanitária, Denise Torce Barja. Ela confirmou sua suspeita apontando para algumas carcaças de animais, em meio ao lamaçal de acesso a uma das pocilgas.

Além de muito lixo, que produzia um odor fétido de material orgânico em decomposição, não foi difícil encontrar um crânio, restos de costelas e outros pedaços de ossos de animais, que provavelmente foram abatidos e até enterrados no terreno.

“Não conseguimos flagrar o abate em si, mas não há dúvida de que estas pocilgas se caracterizam como abatedouro clandestino”, emendou Denise. Todas as exigências administrativas e sanitárias que asseguram a existência legal de um abatedouro não foram encontradas no lugar.

“Não há licença e nem alvará para isso funcionar aqui, e também não encontramos nenhum tipo de registro de que estes animais estão saudáveis, ou se foram vacinados, como as leis sanitárias exigem”, disse a chefe do Departamento de Vigilância Sanitária. Acrescentou que também não havia refrigeradores ou armazéns adequados para acondicionamento dos animais abatidos.

“Mas, como já disse”, completou Denise, “mesmo que tivesse tudo isso, esta área é urbana, não permite a criação de porcos e galinhas. Isto só é permitido em áreas consideradas oficialmente como rurais”.

Segundo o delegado do 3º DP, Marcos Alfino, o estivador José Pereira, mais conhecido como Zé do Tiro, é o principal suspeito de ser o responsável e dono do abatedouro, cujas pocilgas ficam praticamente ao lado da sua casa, no final da Rua Paraná. Além disso, uma mangueira de água, que abastece o criadouro e o abatedouro, tinha como fonte um dos registros da casa do suspeito.

O Delegado explicou ainda que haverá abertura de inquérito porque, além de crimes contra o meio ambiente, o suspeito pode estar praticando crime contra a saúde pública e estes crimes, prevêem até cinco anos de detenção, são afiançáveis (até R$ 6 mil).

Em termos sanitários, as multas previstas variam entre R$ 500,00 e R$ 30 mil. A vigilância também irá autuar o responsável pelo abatedouro e pelo criadouro, obrigando-o a desmontar todo o lugar, além de retirar os animais do ponto. “Infelizmente não temos como tirar agora, devido a não termos espaço no setor de Zoonoses do Município, para isso”, observou Denise.

“Os animais serão analisados e , se não estiverem em condições adequadas de saúde para consumo, serão abatidos e incinerados”, garantiu. Também se o responsável não desmontar as pocilgas, a vigilância poderá acionar a Defesa Civil para destruir as precárias instalações clandestinas do lugar.

 Fonte: jornal A Tribuna, em 23/06/2007